Os
trabalhadores de Vio.Me., uma fábrica de materiais de construção em Tesalónica,
Grécia, que foi abandonada pelos donos, levam desde maio de 2011 sem reciber os
ordenados. Por decisão da sua assembleia-geral, decidiram ocupar a fábrica e
operar sob controlo obrero por procedimentos de democracia direta. Depois de um
ano de luta, que despertou a atenção e a solidariedade em Grécia e no mundo,
estão a começar a produzir a 12 de fevereiro de 2013, depois de 3 dias de
intensa mobilização.
Que
podes fazer para ajudar?
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Difunde a mensagem! Envia esta informacção aos teus amigos, contatos
ye organizações. A nossa proteção contra a repressão é a nossa ligação com
a sociedade! O secredo do nosso sucesso
são fortes elos com a comunidade!
- Contribui
económicamente! Os custos de produção são elevados e os primeiros
meses serão críticos. Os trabalhadores têm um plano de negócio sólido e são otimistas
no relativo ao sucesso da empresa. Porém, vai passar algum tempo até que se
consolide no mercado. Vamos todos contribuir para que seja um sucesso! Utiliza
o botão "Donate" neste blogue, cualquer quantia é bem-vinda!
-
Organizate no teu local de trabalho, no teu bairro, na tua cidade! Promove a autogestão social direta, sem necessidade
de intermediários, políticos profissionais ou burocratas! Forma cooperativas e
assembleias de bairro, defende os bens coletivos, promove uma nova civilização
baseada na proximidade, o reconhecimento mútuo e a solidariedade!
-
Envia perguntas ou moções de solidariedade à Iniciativa Aberta de Solidariedade em Tesalónica:
protbiometal@gmail.com. Os trabalhadores de Vio.Me. precisam do calor da
solidariedade internacional!
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Grécia: trabalhadores da Vio.Me iniciam a produção sob controle laboral
Tradução do Passa Palavra
“Somos nós que amassamos mas não temos pão
Somos nós que escavamos o carvão mas temos frio.
Somos nós que escavamos o carvão mas temos frio.
Somos nós que nada temos
e que viemos tomar o mundo”
e que viemos tomar o mundo”
Tassos Livaditis (poeta grego, 1922-1988)
No coração da crise, os trabalhadores da Vio.Me estão mirando no alvo da exploração e da propriedade
Trabalhadores em greve na fábrica Vio.Me
em Tessalônica, Grécia, que não recebem pagamento desde Maio de 2011,
decidiram reiniciar a produção sob o controle dos trabalhadores em 12 de
fevereiro de 2013.
Com o desemprego crescendo para 30%, as
rendas dos trabalhadores chegando a zero, cansados como estão de grandes
palavras, promessas e mais impostos, não recebendo salários desde maio
de 2011 e atualmente paralisando o seu trabalho, com a fábrica
abandonada pelos patrões, os trabalhadores da Vio.Me, por meio da
decisão de sua assembleia geral, declaram a sua determinação em não cair
vítima de uma condição de desemprego perpétuo, mas ao invés disso lutar
para tomar a fábrica em suas próprias mãos e operá-la eles mesmos.
Desde outubro de 2012 que, através de uma proposta formal, eles
proclamaram o estabelecimento de uma cooperativa de trabalhadores sob
total controle dos próprios trabalhadores e têm exigido o reconhecimento
legal da sua própria cooperativa, assim como para todos as outras que
seguirão. Ao mesmo tempo, também têm exigido as verbas necessárias para
colocar a fábrica em operação, verbas que de qualquer forma lhes
pertencem, já que são os trabalhadores quem produz a riqueza social. O
plano criado foi recebido com indiferença pelo Estado e pelos
burocratas sindicais. Mas foi recebido com grande entusiasmo pelos
movimentos sociais, que, através da criação da Iniciativa Aberta de
Solidariedade em Tessalônica e logo após com iniciativas similares em
várias outras cidades, vêm lutando nos últimos 6 meses para espalhar a
mensagem de Vio.Me pela sociedade.
Agora é a hora do controle dos trabalhadores na Vio.Me!
Os
trabalhadores não podem esperar mais pelo cumprimento das promessas
levianas de apoio vindas do Estado falido (até a ajuda de emergência de
1000 euros prometida pelo Ministério do Trabalho não foi aprovada pelo
Ministério de Finanças). Está na hora de olhar pela fábrica Vio.Me –
assim como por qualquer outra fábrica que está fechando, falindo ou
demitindo seus trabalhadores — reaberta pelos seus trabalhadores e não
pelos seus antigos ou novos patrões. A luta não deve se limitar à
Vio.Me. Para ser vitoriosa, deve se generalizar e espalhar para todas as
fábricas e empresas que estão fechando, porque apenas inserida em uma
rede de fábricas autogeridas poderá a Vio.Me prosperar e iluminar o
caminho rumo a uma organização diferente da produção e da economia, sem
exploração, desigualdade ou hierarquia.
Em um momento em que fábricas estão
fechando uma atrás da outra, o número de desempregados na Grécia está se
aproximando de 2 milhões e a vasta maioria da população está condenada à
pobreza e à miséria pela coalizão de governo PASOK-ND-DIMAR, que
continua as políticas dos governos precedentes, a única resposta
razoável ao desastre que estamos experimentando cotidianamente, a única
resposta ao desemprego, é a exigência de operar as fábricas sob controle laboral; por essa razão, a luta da Vio.Me. é a luta de todos.
Apelamos a todos os trabalhadores, os desempregados e os que foram afetados pela crise,
para estar junto dos trabalhadores da Vio.Me e apoiá-los no seu esforço
de colocar em prática a crença de que os trabalhadores podem ter êxito
sem chefes!
Convocamos a sua participação em uma
Caravana de Luta e Solidariedade culminando em três dias de luta em
Tessalônica. Apelamos aos trabalhadores para que assumam a luta e
organizem suas próprias lutas dentro dos seus locais de trabalho, com
procedimentos diretamente democráticos, sem burocratas. Participemos em
uma greve política geral para derrubar aqueles que destroem nossas
vidas!
Visando estabelecer o controle dos
trabalhadores sobre as fábricas e o conjunto da produção e organizar a
economia e a sociedade que desejamos, uma sociedade sem chefes!Abrindo o caminho para a autogestão dos trabalhadores em todo lugar!
Abrindo o caminho para um sociedade sem patrões!
Iniciativa Aberta de Solidariedade e Apoio à luta dos trabalhadores da Vio.Me
